29.9.09

Gaivota


Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.

*

(composição: alexandre o'neill / alain oulman)

(foto - pedro palma)


7 comentários:

  1. E que perfeito poema,
    feito para as gaivotas,
    mas cabe a nós humanos,
    admirar tão grande obra!

    Beijos

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  2. ººº
    Deixa-me ser o teu marinheiro.

    Curioso... nasci em Lisboa

    Bjossss minha linda

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  3. Perfeito poema, livre como gaivota, inspirado com o mar...e solto feito brisa...beijos carinhosos e um lindo dia pra ti.

    www.olivrodosdiasdois.blogspot.com

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  4. Obrigado Nany C. pelo lindo comentário.
    No final era mais forte, mas mudei em cima da hora, achei que meus queridos leitores não precisavam ler isso assim:
    "....Só espero que não nasçam,
    Ao lado de um vaso,
    Em cima de um túmulo,
    No cemitério!"

    Mas sei que a postagem é deprimente e triste. É infelizmente minha fase. Um duia isso há de passar!

    Beijos doces... mas frios... nesta primavera com cara de inverno aqui onde estou!

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  5. Que lindo!
    Gaivota que voa longe, voa tão alto...


    Beijos!!!

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  6. Um amor eternizado por alguém que sabe o que é amar.
    Você sabe amar.
    Beijos,

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Deixe-me o sonhar, o desejo...
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