15.7.09

Ao Amor Antigo



O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

*
(Carlos Drummond de Andrade)

5 comentários:

  1. O poema inteiro é lindo e perfeito como todos os textos de Drummond, mas esse trecho em particular me chama a atenção:

    "O amor antigo vive de si mesmo,
    não de cultivo alheio ou de presença.
    Nada exige nem pede. Nada espera,
    mas do destino vão nega a sentença."

    Beijos Tempestuosos!

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  2. No amor, o lindo é fazer do amor antigo .... o seu mais novo amor.... e melhor quando isso acontece... dia após dia!

    Beijos

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  3. Oi Nany..

    Ao amor antigo..

    Deduzo que seja..

    Aquele grande amor..o primeiro..
    Que é unico..

    Bjo meu..em ti..

    Pekadus..

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  4. O amor antigo se renova a cada dia.
    O amor nos faz melhor...
    Bjos...

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  5. Passando aqui e também deixando meu rastro de gratidão pelo comentário de hoje. É muito bom receber visitas destas maneiras.
    Beijos, no seu coração... também!

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