12.7.08

ELEGIA


...Deixa que minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, embaixo, entre
*
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz, se um homem só a conquista
*
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
*
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo
*
Nudez total, todo prazer provêm do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
*
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
*
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la
*
Eu sou um que sabe...
*

**
(Parte de um poema de John Donner,

poeta inglês do séc. XVII)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe-me, aqui, uma gota de ti...
Deixe-me o sonhar, o desejo...
Divida comigo teu sentir...