16.8.07

Carvão


Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
*
Me fez sentir tão bem,
como ninguém
E eu fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas,
sem dormir
Não sei quem é você...
*
O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa
num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
*
O amor me consumiu,
depois sumiu
E eu até perguntei,
mas ninguém viu
Eu fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta,
sem me distrair
Não sei quem é você...
*
No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta minha mão
Eu fui fechando o tempo,
sem chover
Fui fechando os meus olhos,
pra esquecer
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você...
Você...

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Deixe-me, aqui, uma gota de ti...
Deixe-me o sonhar, o desejo...
Divida comigo teu sentir...